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Você vai encontrar aqui um complemento para o alimento espiritual, mas o nosso desejo é que você leia a Bíblia e nela medite de dia e de noite. O Senhor disse a Josué: "Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas... para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito..." (Josué 1:8)

   
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O TEMPO DA PROMESSA DE DEUS
Autor: Vera Lucia Aniceto de Souza
Enviado por: Vera Lucia Souza em 26/04/2006
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Gostaria de compartilhar uma lição que o Espírito Santo me tem ensinado nesta minha caminhada com Deus. Este estudo fala de algo muito importante para a vida dos filhos de Deus. Ele fala de como conhecer o tempo de Deus para nossa vida. O que Deus quer nos ensinar com o tempo de espera, para que algo que estejamos buscando venha a se realizar?

É preciso, primeiramente, saber o que significa a palavra tempo:
"Tempo. S.m. 1. A sucessão dos anos, dias horas, etc., que envolve a noção do presente, passado e futuro. 2. Momento ou ocasião apropriada para que uma coisa se realize" (Aurélio).

A Palavra de Deus nos fala, em Eclesiastes 3.1, o seguinte: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”.

Mas o que é o tempo de Deus e o que é o tempo do homem?

Há duas palavras gregas para “tempo”:

Uma é Chronos, que significa tempo em geral, isto é, o momento em geral em que algo é feito. Exemplo: Que horas são?

A outra é Kairos, é o tempo estratégico, ou o tempo certo; o momento oportuno em que algo deve ser feito. Exemplo: Uma porta de oportunidade é o tempo kairos; um ataque na hora certa em uma guerra é o tempo kairos; quando alguém está em perigo ou está para ser atacado por Satanás, este é um tempo kairos.

Podemos, então, definir o tempo do agir humano como tempo Chronos e o tempo de agir de Deus como Kairos. O mundo espiritual trabalha no tempo kairos.

“... dos filhos de Issacar, entendidos nas ciências dos tempos, para saber o que Israel deveria fazer...” (1 Crônicas 12:32).

Com essa pequena introdução sobre o que é o tempo, podemos estudar a história de um de homem que não perdeu a visão da promessa que receberia de Deus por causa do passar do tempo, mas, ao contrário, perseverou e viu o cumprimento dela.

“Chegaram os filhos de Judá a Josué em Gigal; e Calebe, filho de Jefoné, o quenezeu, lhe disse: Tu sabes o que o SENHOR falou a Moisés, homem de Deus, em Cades-Barnéia, a respeito de mim e ti. Tinha eu quarenta anos quando Moisés, servo do SENHOR, me enviou de Cades-Barnéia para espiar a terra; e eu lhe relatei como sentia em meu coração. Mas meus irmãos, que subiram comigo, desesperaram o povo; eu, porém, perseverei em seguir o SENHOR, meu Deus. Então Moisés, naquele dia, jurou, dizendo: Certamente a terra em que puseste o pé será tua e de teus filhos, em herança perpetuamente, pois perseveraste em seguir o SENHOR, meu Deus. Eis, agora, o SENHOR me conservou em vida, como prometeu; quarenta e cinco anos há desde que o SENHOR falou esta palavra a Moisés, andando ainda Israel no deserto, e já agora, sou de oitentas e cinco anos. Estou forte ainda hoje como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força naquele dia, tal ainda agora para o combate, tanto para sair a ele como para voltar” (Josué 14.6-11)”.

Podemos ler, na história do povo de Deus, que Calebe e Josué faziam parte do grupo que foi escolhido para espiar uma terra que seria do povo de Israel. Mas somente a eles foi dada e cumprida a promessa de Deus.

Calebe representa cada um de nós hoje em dia. Recebemos a nossa promessa (seja ela da restauração do casamento, da cura de uma doença, do sucesso financeiro e profissional, da libertação e conversão de um ente querido, ou até mesmo de um chamado no coração de fazer obra de Deus, seja como pastor, obreiro, levita, etc.), e saímos para espiar a nossa terra. Porém, a realização da promessa de Deus em nossa vida dependerá de como nós lidaremos com as circunstâncias adversas que nos envolvem, como barreiras que se levantam, o tempo que está passando, perseguições e tantas coisas que acontecem na vida de um cristão, para nos fazer perder a visão da promessa de Deus e olharmos mais para os “gigantes espirituais” do que para Aquele que é poderoso para cumprir a promessa.

Para marcarmos o nosso tempo como Calebe, nós não podemos perder a visão da promessa de Deus para a nossa vida. Quem não a perde nunca fica desanimado nem prostrado. A questão não é o tempo do seu cumprimento e sim que Deus irá cumpri-la ao Seu tempo. Quando o Senhor nos faz uma promessa ela já está pronta para se manifestar em nossa vida, mas a questão é se nós estamos prontos para receber o seu cumprimento (Lucas 18.7-8).

Toda promessa de Deus para a vida do homem passa pelo teste do tempo (Habacuque 2.3). Não porque Deus se esqueceu dela, de nós, ou porque o tempo é um empecilho para Deus agir, mas é simplesmente porque Deus usa o tempo como um instrumento de aperfeiçoamento, de cura, de perseverança em nossa vida para que a possamos recebê-la como bênçãos.

O grande problema é quando tentamos ajudar Deus a cumprir a promessa. Temos, entre tantos exemplos nas Escrituras Sagradas, o caso de Abrão que recebeu a promessa de Deus que ele e Sarai teriam um filho. Mas Sarai quis dar uma “ajudinha a Deus” para agilizar o cumprimento da promessa, entregando sua escrava Hagar para conceber-lhe um filho. Como conseqüência desse ato, Abrão teve o retardamento de sua promessa em quatorze anos, mas mesmo assim ele não olhou para o tempo que decorria nem duvidou por incredulidade na promessa de Deus, mas, pela fé, se fortalecia dando glória a Deus, apesar de todas as circunstâncias naturais dizerem o contrário. Temos de ter, firmemente em nosso coração, que DEUS NÃO PRECISA DA NOSSA AJUDA. ELE QUER SOMENTE A NOSSA FÉ!

Infelizmente não podemos nos esquecer de um terrível inimigo que nos impede de receber as nossas bênçãos. Ele se chama ANSIEDADE, isto é, estado emocional em que há sentimento de insegurança. A pessoa ansiosa não consegue ver o que e como Deus está trabalhando em sua vida. Um exemplo disso é quantas vezes recebemos uma Palavra Profética de algo maravilhoso que vai acontecer conosco, guardamos aquilo no coração um tempo, dois, tempos, três tempos, mas o tempo está passando e nada acontece. Então chegamos a Deus e murmuramos: “Mas o Senhor disse...”, “está escrito”, entre tantas outras coisas que falamos e fazemos. Por que ficamos ansiosos? É porque tiramos os olhos da infinita grandeza de Deus e olhamos para o limite do nosso tempo. O Senhor Jesus Cristo não nos chamou primeiramente para ver e sim para crer, descansar em Suas promessas, pois Ele está trabalhando em nós. “Senhor, concede-nos a paz, porque todas as nossas obras tu as fazes por nós” (Isaías 26.12).

Devemos pedir a Deus que nos ensine a lidar com o tempo. Para nós é tempo; para Deus é tratamento. Isso nos leva a uma outra pergunta: Por que Deus está me tratando? Para que, quando ela se manifestar, se torne uma benção e não uma maldição na vida do homem, para que seja motivo de louvor e glória a Ele.

Para concluir, o que vai fazer a diferença em nossa vida não é o tamanho da promessa, de sua maravilha ou do tempo que ela irá levar para se manifestar; o que vai fazer a diferença é, independentemente disso tudo, se iremos perseverar em seguir o Senhor até o fim. Calebe levou quarenta e cinco anos, mas ele perseverou em seguir a Deus. Devemos segui-Lo, independentemente do que estamos sentindo, vivendo, ou recebendo. Quando perseveramos em servir a Deus, as bênçãos vêm e nos alcançam. Calebe disse que quarenta e cinco anos depois ele tinha a mesma força. Ele não perdeu a visão da promessa de Deus para sua vida; ele não perdeu a fé; ele perseverou e conquistou. Como eu estou (você está) acelera ou retarda o milagre do cumprimento da promessa de Deus. Como Estamos?

Que Deus abençoe a todos que lerem este artigo; que ele ilumine o nosso coração para que possamos reconhecer as Suas maneiras de lidar com cada um de nós.



As opiniões expressas nas mensagens e artigos são de responsabilidade dos seus autores. Encorajamos os leitores a seguirem o exemplo do povo de Beréia, que são LOUVADOS em Atos 17.11 porque EXAMINAVAM as ESCRITURAS para ver se as coisas eram, de fato, assim.




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